20 agosto 2014

Laranja Mecânica

Fofissímas, I'm back! 

E para essa nossa nova fase no I&M resolvi dar uma pausa nos seriados pra falar um pouco sobre filmes e eu resolvi começar com um clássico (e um dos meus favoritos): Laranja Mecânica.
O filme é um clássico filme britânico de 1971, dirigido por Stanley Kubrick. Muita gente (é sério!) ainda não sabe disso, mas ele é a adaptação do romance homônimo de 1962 do escritor inglês Anthony Burgess. O protagonista Alex é interpretado pelo Malcolm McDowell.
"Laranja Mecânica" tornou-se um clássico do cinema mundial e um dos filmes mais famosos e influentes de Kubrick. O orçamento total do filme foi de apenas 2,2 milhões de dólares. A linguagem utilizada pelo personagem Alex foi inventada pelo escritor Anthony Burgess, que misturou palavras em inglês, russo e gírias.
Esse filme, particularmente, é um dos meus preferidos. Até hoje eu já o assisti umas 26 vezes e, uma delas, foi na faculdade. O filme tem uns efeitos especiais muito "fracos" para os dias de hoje, mas, mesmo assim, ainda nos prende. A inteligência com qual o Burgess misturou os idiomas e trouxe uma linguagem única para o meu querido Alex, é um dos motivos para o qual eu mais recomendo que vocês assistam a esse filme.


O filme conta a história de quatro jovens: Pete, Georgie, Dim e Alex, esse último é o protagonista e líder do grupo. O filme retrata uma sociedade futurista num período indeterminado na Inglaterra. Os quatro andam pelas ruas de Londres praticando "ultra-violence" depois de irem ao "Moloko", um tipo de lounge onde eles tomam leite misturado com drogas que saem de estátuas de mulheres sem roupa. Eles praticam estupros, espancamentos em sem-tetos, briga entre gangues e algumas outras atrocidades. 

Depois de uma desavença de Alex com seus "drugues" eles o traem e ele acaba sendo preso e condenado a 14 anos de prisão, dentro da cadeia, depois de dois anos, ele se candidata a uma proposta para diminuir sua pena: passar pelo tratamento fictício chamado Ludovico. O processo envolvia a drogar a pessoa, prendendo-a em uma cadeira, apoiando-a com os olhos abertos, e obrigando-a a assistir a imagens de violência. Alex fica enjoado devido às drogas. O processo, basicamente, fazia a apresentação repetitiva de um estímulo neutro, que não há reação no organismo, juntamente com algum outro estímulo excitador ou repressor, até que a associação seja construída. Alex, ele é estimulado a associar seu mal-estar à violência. Ele ainda fica com aversão a música que ele mais amava de Bethoven, a nona sinfonia, devido a ela estar presente no filme que ele era obrigado a assistir a cadeira.
O tratamento acaba sendo um sucesso e Alex é considerado "curado" de seu vício a violência. Mas, quando ele é liberado da prisão as coisas não acontecem do jeito que ele espera e acaba se surpreendo com o mundo que encontra fora da prisão depois dos dois anos presos.

No final das contas, não há como negar que há algo de charmoso no Alex – ele é uma pessoa má, mas não é detestável. Apesar de ele ser o que ele é e fazer o que faz, o público torce por ele porquê ele vive intensamente e gosta do que faz. Ele se diverte, sai para beber e “bagunçar” com sua gangue. Uma outra coisa que me chama muita atenção no filme: a voz de Malcolm McDowell (Alex), pois ela é dura e implacável, ridicularizando, de forma sarcástica, as pessoas com quem ele fala diretamente. O ator também conversa com a câmera, logo, está falando com quem assiste a obra. Com isto, o público se torna íntimo do personagem.
Um dos motivos para eu amar  “Laranja Mecânica” é o modo como ele retrata o conflito entre o livre-arbítrio e o controle do estado. Portanto, a violência na obra é uma mensagem sobre os perigos de o estado adotar a violência (que não é exclusividade dos ‘valentões’ que estão nas ruas). Uma outra coisa também muita interessante e contraditória na obra é a apresentação de um personagem tão violento, mas que, ao mesmo tempo, tem uma profunda sensibilidade musical e idolatra Beethoven.

Eu poderia listar mil e um motivos para vocês procurarem assistir Laranja Mecânica, mas vou dizer apenas mais duas coisas: o filme é atemporal. Os efeitos, comparados ao de hoje, são uma droga, mas a reflexão que eles nos faz ter sobre a sociedade ainda é a mesma: Vale a pena investir na violência para combater a violência?
E a outra é: as atuações são impecáveis. o Malcolm McDowell e aquelas caras demoníacas dão um tom a mais a frieza e as atrocidades cometidas pelo personagem.

Deu pra ver que eu amo filme né? hahaha
Espero que vocês curtam eu ter saído das séries um pouco!

Beeeijos fofas! ;***

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