23 março 2013

Desfiles - 5º Dia SPFW

E chegou (finalmente!) o último dia da SPFW!
Digo finalmente, porque é tanta informação de tendências que fica todo mundo BEM cansado,né?! hahaha

Enfim, o último dia da SPFW teve desfiles de grifes como UMA RAQUEL DAVIDOWICZ, TÊCA POR HELO ROCHA, R.ROSNER e LINO VILLAVENTURA!


UMA RAQUEL DAVIDOWICZ



Após ver a exposição de Lygia Clark no Itaú Cultural, em São Paulo, Raquel teve a ideia de fazer algo com a obra de Lygia. 
Um amigo, também artista, disse: “Esquece, é muito difícil e eles são super fechados”. 
Mas Raquel não esqueceu, entrou em contato com a fundação e foi bem recebida por Alessandra Clark, neta da artista. 
A aprovação de um pedido assim é precedida de uma profunda análise, então Raquel teve que mandar os croquis da coleção, já no desespero por uma resposta, pois o prazo para finalizar o desfile já estava apertado. Duas semanas mais tarde, veio a resposta positiva.
Chega a arrepiar ouvir Raquel contar essa história cheia de emoções e expectativas. Para começar, é extremamente difícil viabilizar parcerias assim em um momento em que famílias que guardam a obra de grandes artistas brasileiros vetam boa porção de pedidos, de exposições a livros. Mas por aqui, tudo correu bem e a família Clark não poderia ter ficado mais feliz. “Fiquei encantada”, diz Alessandra. “Eles conseguiram traduzir a poética do neoconcreto da Lygia nas roupas o tempo todo. Tudo foi executado com primor”.
Lygia nunca ficou presa a uma plataforma somente. Buscava o movimento e deslocava sua arte no espaço, “longe do espaço claustrofóbico da moldura”. Dessa forma, Raquel construiu suas roupas sem se prender a uma silhueta, com camadas, sobreposições e leveza. Tinha espaço para o ar circular.
É uma coleção minimalista, muito leve e usável, especialmente as séries dos looks pretos e brancos. Engraçado notar como uma marca que sempre teve um olhar mais conceitual sobre a moda, unida a uma artista visionária, resultou em uma coleção comercial, fácil de entender e de usar. E claro, de muito bom gosto.
Na cabeça das meninas, réplicas da obra “Bichos”, que também está presente na estamparia. Na passarela, uma réplica da obra “A Casa é o Corpo”, de 1968. E a trilha também é toda Lygia, com a linda “If You Hold a Stone (Marinheiro Só)”, que Caetano fez para a artista em 1971.



Têca por Helô Rocha


A porcelana antiga inspirou as estampas e os bordados artesanais, com ponto Richilieu, típico do interior do Rio Grande do Norte, terra da estilista. 
Usando apenas agulhas, as artesãs fizeram uma combinação de pontos formando desenhos de arabescos e flores que estão na maior parte dos looks.
Há também shorts, paletós e jaquetas, mas o forte mesmo são os longos com transparências, fluídos e esvoaçantes, que fez as meninas sonharem com esse verão que se anuncia. 
Basta ver as fotos e escolher o seu. 






R.Rosner


A R.Rosner adora um drama, e o tema desta coleção Verão 2013/14 deu (muito) pano pra manga. 
“A gente vai falar da desconstrução do mito amoroso através da figura das princesas; vamos falar de sofrimento, tristeza, insatisfação, desejo não correspondido – é uma coleção melancólica”. 
As princesas em questão incluíam figuras de contos de fadas, como Cinderela e Branca de Neve, princesas da vida real e outras do imaginário do estilista; como tudo isso foi transcrito para a passarela?
“Construí pequenas fábulas, ou aproveitei as que já existiam, ou peguei histórias da vida real, e cada vestido tem uma inspiração em uma princesa. 
Daí isso se reflete em um bordado, uma forma, ou na estrutura, na cor”, ele explicou. 
Para o look número 4, por exemplo, Rosner imaginou “uma princesa em cujo berço havia muitas traças, e ela foi mordida por elas quando era pequena, então ela comia os próprios vestidos. 
A gente trabalhou com esse bordado que é todo vazado, como se ela estivesse comendo o vestido; a ideia é essa”. 
No geral, o resultado foi uma coleção de looks individualmente fortes, de silhuetas, proporções e materiais muito distintos – mas todos com muita exuberância, como gosta a mulher R.Rosner. 





Lino Vilaventura


Quando entrou na passarela para agradecer, Lino Villaventura foi aplaudido de pé. 
Seus clientes e amigos ajudaram, com gritos, palmas e assobios, a encerrar o evento de maneira alegre e emocionante. 
É bonito ver um criador receber, de forma tão direta, uma resposta tão entusiasmada sobre seu trabalho.
É muito difícil falar sobre uma coleção de Lino. 
Basta ler o texto acima em Inspirações. 
Lino não tem um fio condutor, uma história única, uma ordem, falando na maneira mais tradicional. 
Ele é puro instinto e intuição, trabalha com sua imaginação, com seu passado, suas histórias de vida e desejos. Suas roupas são riquíssimas, adornadas por bordados, plissados, estampas e tecidos nobres, e o desfile sempre traz uma dose de drama. 
“Será que pensei na Amazônia? No Pará? No Nordeste? Ou na Ásia ou em culturas milenares?”, questiona o estilista em seu release. Lino viaja longe. E faz falta à moda essa liberdade. 



Em instantes, Looks, Acessórios, sapatos e makes do último dia da SPFW!

Beijos Beijos, Annelise Querino.

ffw


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